VPN Mais Barata (Agosto 2026): Ranking com Preços Reais
Ninguém quer pagar caro por VPN. Mas também ninguém quer uma que trava toda hora ou vaza seus dados.
Por isso testamos várias opções pensando em quem está atrás da VPN mais barata do mercado, sem abrir mão de segurança de verdade. Comparamos preço, quantos aparelhos cada plano permite e como a VPN se saiu no uso do dia a dia.
A Surfshark ficou em primeiro lugar. É a mais barata entre as testadas e ainda libera dispositivos ilimitados no mesmo plano. Na prática, você paga uma vez e protege o computador, o celular, o tablet e até a TV da casa, sem pagar nada a mais por isso.
A seguir você confere as outras opções que também valem o preço, com os prós e contras de cada uma.
Por que o preço da VPN muda tanto dependendo do plano
Antes de ver o ranking, você precisa entender uma coisa: quase toda VPN mostra o preço mais baixo, mas esse preço só vale se você fechar plano de 2 anos.
É assim que o mercado funciona. A VPN dá um desconto grande pra você pagar tudo de uma vez, e depois divide esse valor por mês só pra parecer mais bonito no site.
Se você escolhe pagar mês a mês, sem compromisso, o preço sobe bastante. Em muitos casos o mensal custa mais que o triplo do valor que aparece no plano de 2 anos.
E aqui vai nossa opinião sincera: na maioria das vezes, compensa sim optar pelo plano longo. Você paga uma vez só, mas economiza bastante no bolso ao longo do tempo, muito mais do que renovando mês a mês.
Não tem nada de errado nisso, é só como as VPNs vendem. Mas vale saber antes de comparar preço entre elas, porque duas podem anunciar o mesmo valor "por mês" e uma exigir 24 meses de contratação.
Se você já sabe disso e só quer comparar preço, pode clicar aqui e pular direto pra tabela com os valores comparados.
🥇 Surfshark — a VPN mais barata em Agosto 2026
Classificado como nº 1 entre as VPNs mais baratas
R$ 9,49 por mês é o menor número da tabela inteira. E esse número não vem sozinho: ele cobre quantos aparelhos você quiser ligar na mesma conta.
Conte quantos aparelhos existem na sua casa agora. Celular, notebook, tablet, TV da sala, o celular da sua mãe, o Fire Stick. Chegou fácil em sete. Divida R$ 9,49 por sete e o custo cai pra R$ 1,36 por aparelho.
Nenhuma outra VPN da lista chega perto disso, porque as concorrentes travam em 7, 10 ou 14 conexões simultâneas. Numa casa com muita gente conectada, isso força comprar uma segunda assinatura.
O plano Starter sai por R$ 9,49/mês no pacote de 24 meses com 3 de brinde, cobrado R$ 256,23 de uma vez. O Surfshark One custa R$ 10,99/mês e joga antivírus, aviso de vazamento de dados e busca privada no pacote. O One+ vai pra R$ 16,99/mês.
Quem não quiser fechar 2 anos encontra o plano de 12 meses a R$ 11,99/mês. Mês a mês, R$ 59,99, o que já mostra o tamanho do salto entre pagar de uma vez e pagar por mês.
Barata não quer dizer capenga, e essa é a parte que surpreende. A lista de recursos é maior que a de serviços que cobram três vezes mais.
O multi-hop deixa você escolher por qual país entra e por qual sai. Entra pela Alemanha, sai pelo Canadá. Quase toda concorrente que oferece isso obriga usar combinação pronta.
Tem também a falsificação de GPS no Android, recurso que nem NordVPN nem ExpressVPN oferecem. Muito aplicativo ignora seu endereço de rede e lê direto o GPS do celular, e a Surfshark alinha os dois pra fechar essa porta.
A promessa de não guardar registro passou por auditoria da Deloitte, os servidores rodam sem disco rígido e a criptografia troca de chave constantemente. Coisa de VPN cara, no preço de VPN barata.
Duas ressalvas honestas. A empresa fica na Holanda, país que participa de acordo internacional de troca de informação entre governos, o que pesa pra jornalista e ativista. E falta proteção contra vazamento de IPv6.
São 4.500 servidores em 100 países, o menor parque do ranking, com Brasil incluído. Streaming responde em 10 catálogos da Netflix e ela é a melhor das seis no Disney+ especificamente.
Torrent roda em toda a rede, sem categoria separada. Falta o recurso de abrir porta, então quem baixa arquivo pesado todo dia vai preferir a PIA.
Pra quem quer gastar o mínimo e proteger a casa inteira numa assinatura só, ela ganha sem discussão.
🥈 NordVPN — quase o mesmo preço, o pacote mais completo
Classificado como nº 2 entre as VPNs mais baratas
A diferença entre a Nord e a Surfshark é de R$ 1,41 por mês. Vinte e quatro reais ao longo de um ano e meio. Por esse valor você troca dispositivos ilimitados por um pacote de segurança bem mais robusto.
O plano Simples custa R$ 10,90/mês no pacote de 2 anos com 3 meses de brinde, cobrado R$ 294,30 de uma vez. O Total vai pra R$ 13,90/mês com Threat Protection completo, gerenciador de senhas e 1 TB na nuvem. O Total Max, R$ 19,90/mês.
Dividindo o Simples pelos 10 aparelhos permitidos, dá R$ 1,09 por aparelho. Só que esse número só vale se você realmente usar os dez, coisa que a maioria não faz.
Mês a mês são R$ 64,90, quase seis vezes o preço do plano longo. Anote a data da renovação no celular, porque o valor depois da promoção sobe bastante.
O motor dela é o NordLynx, tecnologia própria construída em cima do WireGuard. A Nord pegou essa base, tapou o buraco que entregava informação do usuário e ficou com o melhor dos dois lados.
Acima da criptografia básica vêm três recursos que quase ninguém oferece nessa faixa de preço. O Double VPN passa seu tráfego por dois servidores em países diferentes, os servidores disfarçados fazem a conexão parecer navegação comum e o Onion Over VPN junta o túnel com a rede Tor sem instalar nada.
O Threat Protection Pro bloqueia anúncio, rastreador e site perigoso, e ainda passa pente-fino em arquivo baixado atrás de vírus. Nos nossos testes, limpou portais que costumam vir entupidos de publicidade.
A empresa fica no Panamá, sem lei que obrigue guardar histórico, e a política de não guardar registro já passou por auditoria da Deloitte mais de uma vez.
Uma ressalva que quase nenhum site brasileiro conta: a Nord guarda o horário da sua conexão por 15 minutos antes de apagar, pra controlar quantos aparelhos estão logados. É pouco e não registra o que você acessa, mas não é zero.
São 9.000 servidores em 137 países, com máquina em São Paulo. Streaming é onde ela abre vantagem de verdade, com 17 catálogos da Netflix, além de Disney+, Prime Video, Max, Hulu e BBC iPlayer.
Torrent tem servidores separados escolhidos pelo próprio aplicativo, e arquivo grande baixa sem tropeço.
Quem quer economizar mas não abre mão de assistir catálogo gringo encontra aqui o melhor equilíbrio da lista.
🥉 Proton VPN — a única com plano grátis que vale a pena
Classificado como nº 3 entre as VPNs mais baratas
O plano gratuito da Proton é a resposta mais honesta pra quem digita "VPN grátis" no Google e não quer ser o produto.
O Proton Free não limita dados. Você usa o mês inteiro sem estourar cota nenhuma, com a mesma criptografia da versão paga, a mesma política e nenhum anúncio. Quase toda VPN gratuita do mercado trava em 500 MB ou vende seus dados pra se bancar.
As limitações precisam ficar claras antes de instalar: você não escolhe o país, streaming não abre, torrent fica bloqueado e funciona em um aparelho por vez.
Pra proteger o Wi-Fi do aeroporto sem gastar nada, resolve muito bem. Pra assistir série de outro país, não serve de jeito nenhum.
Na versão paga, o VPN Plus sai por R$ 10,49/mês no plano de 2 anos, cobrado R$ 251,76 de uma vez. É o segundo menor valor mensal do ranking.
Só que tem uma pegadinha na renovação: depois dos 24 meses, ela renova por R$ 293,88 a cada 12 meses, o que dá R$ 24,49/mês. O preço mais que dobra sem aviso na sua fatura.
O Proton Unlimited custa R$ 27,99/mês e traz e-mail protegido, calendário, nuvem e gerenciador de senhas do mesmo grupo. No plano de 1 ano, o Plus fica em R$ 13,99/mês. Mês a mês, R$ 34,99, o mensal mais barato entre as seis.
A empresa nasceu no CERN, o laboratório europeu de física de partículas, criada pelo mesmo time do Proton Mail. Fica na Suíça, um dos países com lei de privacidade mais dura do planeta.
O código dos aplicativos é aberto, então qualquer pessoa pode baixar e ler linha por linha. Nenhuma outra das seis faz isso com o pacote inteiro, e a política de não guardar registro foi auditada seis anos seguidos.
O Secure Core passa seu tráfego por um servidor em país seguro antes de sair pra internet. Quem monitorar a saída vê a conexão vindo da Suíça ou da Islândia, nunca do seu endereço real.
São 20.000 servidores em 148 países, o maior alcance do ranking. A conexão perdeu fôlego nos últimos anos, principalmente em servidor próximo, e hoje não acompanha mais as primeiras da lista.
Streaming continua sendo a maior fraqueza dela: mesmo pagando, são só 6 catálogos da Netflix. O suporte também cobra o preço do barato, porque não existe chat 24 horas, só formulário e e-mail.
CyberGhost — a que dá mais tempo pra você desistir
Classificado como nº 4 entre as VPNs mais baratas
Comprar VPN barata assusta porque você paga dois anos adiantado numa empresa que nunca usou. A CyberGhost resolve isso melhor que todas as outras.
São 45 dias de garantia, o prazo mais longo do mercado, contra os 30 dias padrão das concorrentes. Antes disso ainda tem teste grátis de 1, 3 ou 7 dias dependendo do aparelho, sem pedir cartão de crédito.
O plano de 2 anos + 2 meses sai por R$ 11,50/mês, cobrado R$ 299,00 de uma vez. O de 6 meses custa R$ 36,70/mês e o mensal, R$ 71,85, o mais caro da lista no formato avulso.
A renovação merece atenção: passa a cobrar R$ 299,00 por ano, não mais a cada dois. Na prática o preço mensal salta pra R$ 24,92 sem você perceber.
Ela separa os servidores pela finalidade, com nome e tudo. Quer assistir Netflix dos Estados Unidos? Tem um servidor escrito "Netflix US". Quer baixar arquivo? Tem a categoria de torrent. Quer jogar? Tem uma aba só de servidores de jogo.
Você clica no que quer fazer, não no país. Pra quem nunca configurou VPN na vida, isso corta o momento em que muita gente desiste e pede reembolso.
As Regras Inteligentes são a melhor função escondida do aplicativo. Você programa a VPN pra ligar sozinha quando o aparelho entrar num Wi-Fi desconhecido, ou pra abrir um aplicativo específico já com o túnel ativo.
A privacidade tem um diferencial concreto. A empresa fica na Romênia, sem obrigação de guardar histórico, e mantém os servidores NoSpy hospedados em prédio próprio, operados só por funcionários dela. A política já foi auditada pela Deloitte.
São 12.000 servidores em 100 países, com Brasil na lista. Em compensação, ela é a que mais cobra pedágio da sua internet entre as seis, coisa que dá pra sentir em servidor europeu ou asiático.
Streaming responde em 10 catálogos da Netflix, com Disney+, Prime Video, Hulu e DAZN funcionando. Os servidores de BBC iPlayer e Max falham de vez em quando. O DNS inteligente é grátis e o melhor da categoria, útil pra TV antiga e videogame.
Torrent tem categoria própria e esses servidores puxaram arquivo melhor que os comuns nos nossos testes. Pra jogo, os servidores dedicados funcionam bem em conexão nacional e sul-americana.
Ela não funciona na China nem nos Emirados Árabes. Viaja pra lá com frequência? Escolha outra da lista.
Private Internet Access — barata, mas o desconto exige 3 anos
Classificado como nº 5 entre as VPNs mais baratas
Os R$ 11,21 da PIA só aparecem no plano de 3 anos + 3 meses. Não são 24 meses como as outras, são 39.
Esse é o compromisso mais longo do ranking. Você trava R$ 437,00 no cartão apostando que vai continuar querendo essa VPN em 2029, e a renovação repete os mesmos R$ 437,00 a cada 3 anos.
Quem não quiser esse prazo encontra o plano de 1 ano a R$ 17,60/mês, cobrado R$ 211,19, com renovação anual de R$ 253,00. Mês a mês, R$ 63,29.
O que compensa esse prazo todo é a cobertura de aparelhos: dispositivos ilimitados, igual à Surfshark. Numa casa com sete aparelhos, o custo cai pra R$ 1,60 por aparelho.
Auditoria é boa. Tribunal é melhor. Em mais de um processo nos Estados Unidos, a Justiça exigiu que a PIA entregasse os registros dos usuários e a empresa não entregou nada, porque não tinha nada.
Nenhum concorrente do ranking tem essa prova no currículo. Um juiz examinou o caso e aceitou a resposta.
Torrent é onde ela domina de verdade. Todos os 18.651 servidores aceitam download compartilhado, sem categoria separada e sem restrição, e existe o recurso de abrir porta, que faz o download andar bem mais rápido. Poucas VPNs oferecem isso, e a maioria cobra à parte.
Na segurança, você escolhe o nível de proteção num menu simples: mais leve pra deixar a conexão solta ou mais pesado pra blindar tudo. Quase nenhuma concorrente dá esse controle.
O MACE bloqueia anúncio, rastreador e site perigoso, e barrou mais de 90% da publicidade das páginas nos nossos testes. Ela também aceita IPv6 com proteção contra vazamento, enquanto a maioria simplesmente bloqueia esse tipo de conexão.
A empresa fica nos Estados Unidos, e muita gente torce o nariz. O contra-argumento é forte: não existe lei americana obrigando VPN a guardar registro, e os processos provaram na marra que ela não guarda mesmo.
Streaming é o ponto fraco, e é fraco de verdade. São apenas 6 catálogos da Netflix, o menor número junto com a Proton. Quem quer variedade vai se frustrar.
Instalar é rápido, usar nem tanto pra quem está começando. A tela tem ajuste pra tudo e aparece palavra técnica em vários cantos. Quem gosta de mexer vai amar exatamente por isso.
ExpressVPN — a mais cara da lista, e o dólar explica
Classificado como nº 6 entre as VPNs mais baratas
USD 2,99 parece o menor número da tabela até você lembrar que ele não é cobrado em real.
O plano Básico sai por USD 2,99/mês no pacote de 2 anos com 4 meses de brinde, cobrado USD 83,72 de uma vez. Na sua fatura isso vira o valor convertido mais IOF, e a renovação de USD 99,95 por ano acompanha o dólar do dia.
Dólar subiu, sua assinatura subiu junto. Nenhuma das cinco anteriores tem essa variável, porque cobram em real e você sabe exatamente quanto vai pagar.
O Avançado custa USD 4,49/mês e o Express Pro, USD 7,49/mês. No plano de 12 meses o Básico fica em USD 4,99/mês. Mês a mês, USD 14,99.
Ela está no ranking porque tem um argumento que dinheiro nenhum compra. Em 2017, a polícia da Turquia levou um servidor da ExpressVPN durante uma investigação, abriu, vasculhou e não achou um único registro de usuário.
Os servidores rodam só na memória, sem disco rígido, e cada reinício apaga o que estava ali. Poucas empresas conseguem provar a própria promessa desse jeito.
O trabalho pesado fica com o Lightway, protocolo criado do zero pra conectar num piscar e se recuperar sozinho quando você sai do Wi-Fi e cai nos dados do celular. Quem viaja sente isso todo dia.
Em streaming ela é a campeã absoluta: 18 catálogos da Netflix, mais que qualquer outra do ranking, além de Disney+, Prime Video, Max, Hulu, BBC iPlayer, Sky e DAZN.
O MediaStreamer é o trunfo escondido. É um DNS inteligente que libera catálogo em PlayStation, Xbox, Apple TV e TV antiga, aparelhos que não aceitam instalar VPN. Ele não protege sua conexão, então serve só pra assistir.
As extensões de navegador dela são as únicas do mercado que protegem de verdade. Todas as outras entregam só um atalho que muda sua localização aparente, sem embaralhar nada.
A empresa fica nas Ilhas Virgens Britânicas, fora dos acordos internacionais de troca de informação, e já passou por 23 auditorias independentes.
São 13.360 servidores em 113 países, com cobertura em regiões que as concorrentes ignoram, como boa parte da África, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático.
A facilidade de uso é o maior argumento dela. A tela tem um botão, você aperta, acabou. Quem nunca configurou nada na vida usa sem ler manual.
Faltam duas coisas do pacote: multi-hop e falsificação de GPS no Android. E se o orçamento é o critério que manda, Surfshark e NordVPN entregam quase a mesma experiência por bem menos, sem IOF na conta.
Tabela comparativa: preço mensal, anual e de 2 anos
| VPN | Plano mensal | Plano anual | Plano de 2 anos | Desconto (2 anos) |
|---|---|---|---|---|
| Surfshark (Starter) | R$ 59,99/mês | R$ 11,99/mês | R$ 9,49/mês | 84% |
| Proton VPN (Plus) | R$ 34,99/mês | R$ 13,99/mês | R$ 10,49/mês | 70% |
| NordVPN (Simples) | R$ 64,90/mês | R$ 16,90/mês | R$ 10,90/mês | 83% |
| PIA | R$ 57,00/mês | R$ 35,75/mês | R$ 10,45/mês* | 82% |
| CyberGhost | R$ 71,85/mês | Não oferece** | R$ 11,50/mês | 84% |
| ExpressVPN (Básico) | USD 14,99/mês | USD 4,99/mês | USD 2,99/mês | 80% |
*A PIA não tem plano anual, só o de 6 meses. Assim como a CyberGhost, ela é controlada pela Kape Technologies, a mesma empresa dona da ExpressVPN. **A CyberGhost não tem plano de 12 meses; a opção intermediária dela é o plano de 6 meses, por R$ 36,70/mês.
Quanto sai da conta de uma vez e quanto custa a renovação
| VPN | Cobrado à vista no plano longo | Período coberto | Renovação |
|---|---|---|---|
| Surfshark | R$ 256,23 | 27 meses | Preço não sobe |
| Proton VPN | R$ 251,76 | 24 meses | R$ 293,88/ano (R$ 24,49/mês) |
| NordVPN | R$ 294,30 | 27 meses | R$ 382,80/ano (R$ 31,90/mês) |
| CyberGhost | R$ 299,00 | 26 meses | R$ 299,00/ano (R$ 24,92/mês) |
| PIA | R$ 437,00 | 39 meses | R$ 437,00 a cada 3 anos |
| ExpressVPN | USD 83,72 | 28 meses | USD 99,95/ano + IOF e câmbio |
Pra que serve uma VPN (e onde a maioria acaba pagando mais do que devia)
Você chega no aeroporto, o voo atrasa e conecta no Wi-Fi grátis do saguão pra adiantar um trabalho. Rede aberta, sem senha, cheia de gente estranha na mesma conexão. É exatamente aí que outra pessoa na rede consegue enxergar o que você está fazendo.
A VPN existe pra isso. Ela embaralha sua conexão de um jeito que, mesmo numa rede pública, ninguém enxerga o que passa por dentro. E o site do outro lado só vê o servidor da VPN, não o seu IP real.
Agora o detalhe que quase ninguém repara: o preço que aparece no anúncio quase sempre é o do plano de 2 anos. Você fecha achando que vai pagar aquele valor todo mês, mas na verdade comprometeu o cartão pra 24 meses inteiros. Isso não é golpe, só compensa mesmo se você for usar a VPN esse tempo todo.
VPN grátis é mais barata que VPN paga?
Tem gente que abre a Play Store, digita "vpn grátis" e baixa a primeira que aparece. Parece a decisão óbvia quando o objetivo é economizar.
O problema é que servidor, banda e equipe custam dinheiro pra alguém. Se o app não cobra de você, ele se paga de outro jeito, geralmente vendendo pra empresas de anúncio justamente o que você navega online. É o oposto do que você instalou o app pra fazer.
Já vi gente reclamando de queda de conexão bem no meio de uma call importante, com todo mundo esperando ela reconectar. Isso acontece muito em VPN grátis, porque o servidor lota nos horários de pico e não tem capacidade pra segurar todo mundo. Teve até caso de app de VPN grátis vindo com malware embutido, o que anula completamente o motivo de ter baixado ela.
A Surfshark, no plano longo, sai muito barata. Não vende seus dados, não derruba sua chamada do nada. No fim, o "grátis" costuma custar mais caro do que parece.
Vale a pena pagar VPN barata ou é furada?
Testamos bastante VPN barata nos últimos meses. Preço de R$ 5 por mês não é sinal de golpe por si só, várias empresas boas cobram isso no plano longo porque ganham em volume de assinante, não em margem alta por cliente. O problema aparece quando o preço vem sem nenhuma explicação técnica no site, sem nome de empresa, sem endereço, só um formulário de cartão esperando você preencher.
O que olhar além do preço (criptografia, política de logs, velocidade)
A criptografia é o ponto que conferimos primeiro em cada teste. AES-256 é o padrão hoje, o mesmo que banco usa. Se o site nem menciona isso, já mostra que a empresa não investiu no básico.
Tem também a política de logs, que quase sempre vem escrita como "não guardamos nenhum dado seu". Sozinha, essa frase não vale nada. O que importa é ter auditoria independente confirmando, porque promessa em texto de marketing qualquer empresa escreve.
E tem a velocidade, que é onde a maioria das VPN baratas escorrega. Toda VPN reduz um pouco a conexão, isso é normal. Mas quando essa perda passa de uns 30%, dá pra sentir na hora: vídeo trava, chamada engasga, download demora o dobro. Nos nossos testes, comparamos com e sem VPN ligada no mesmo servidor, no mesmo horário, pra não distorcer o resultado.
Sinais de VPN barata ruim
- Empresa sem endereço declarado ou sediada em país sem lei de proteção de dados
- Nenhuma auditoria independente publicada, só promessa em texto de marketing
- App sem kill switch, a função que corta sua internet se a VPN cair
- Reclamação recorrente em loja de aplicativo sobre cobrança indevida ou dificuldade pra cancelar
VPN mais barata pra Netflix, streaming e torrent
Netflix detecta e derruba conexão que identifica como VPN. Pra continuar funcionando, a empresa precisa trocar de IP com frequência, o que dá trabalho e custa caro de manter. Muita VPN barata não banca essa estrutura, e o resultado é cair na mensagem de erro mesmo pagando.
Torrent puxa outro tipo de teste. Provedor de internet no Brasil costuma reduzir velocidade quando percebe tráfego de torrent, prática chamada throttling. A VPN esconde esse tráfego do provedor, mas só funciona de verdade se o servidor aguentar volume grande de dados sem cair no meio do download.
Testamos a Surfshark nos dois casos: abriu Netflix americano em três tentativas, em dias e horários diferentes, sem erro. E segurou torrent de arquivo grande sem queda perceptível, mesmo com a TV rodando streaming em outro cômodo ao mesmo tempo.
Como escolher a VPN mais barata pro seu caso
Uso ocasional em Wi-Fi público, tipo aeroporto ou café, não exige muito. Qualquer VPN paga com criptografia decente resolve, e aí o preço vira o critério que mais pesa.
Quem assiste streaming de fora com frequência precisa de outra coisa: teste real de desbloqueio, não a promessa genérica que toda VPN coloca no site. Plataforma de streaming muda bloqueio o tempo todo, e o que funcionava há seis meses pode não funcionar mais.
Casa com vários aparelhos muda a conta inteira. Sem dispositivo ilimitado no plano, ou paga assinatura extra por aparelho, ou fica revezando login entre celular e notebook.
Torrent e trabalho remoto pedem estabilidade acima de tudo, mais do que velocidade máxima em teste de laboratório. VPN que cai no meio de reunião importante custa mais caro em estresse do que qualquer economia no plano.
Como escolher a VPN mais barata pro seu caso
Uso ocasional em Wi-Fi de aeroporto ou hotel pede pouco. Qualquer VPN paga com criptografia forte resolve, e o preço acaba sendo o critério que mais pesa nesse caso.
Testamos a mesma VPN abrindo Netflix americano em fevereiro e funcionou sem erro. Em maio, o mesmo servidor apareceu bloqueado. Netflix muda a forma de detectar VPN com frequência, então um site prometendo "libera qualquer streaming" sem mostrar data de teste recente merece desconfiança.
Numa casa com quatro pessoas conectadas ao mesmo tempo, comprar um plano separado por aparelho vira gasto duplicado rápido. Um plano com preço único cobrindo celular, notebook, TV e tablet da casa inteira evita essa conta se multiplicando.
Torrent e trabalho remoto puxam outro tipo de exigência. Servidor de VPN barata costuma lotar no fim de tarde, quando mais gente conecta ao mesmo tempo, e isso derruba call de trabalho ou trava download grande no meio do caminho. Teste independente de estabilidade diz mais sobre isso do que o número de velocidade divulgado pela própria empresa.
Perguntas frequentes
Qual a VPN mais barata do mercado?
No plano de 2 anos, a Surfshark tem o menor preço entre as que testamos, com dispositivos ilimitados incluídos.
Existe VPN mais barata que a Surfshark?
Tem, principalmente marcas menos conhecidas. Na maioria dos casos cobram por aparelho extra, e não abriram Netflix nem Disney+ nos nossos testes.
VPN barata é segura?
Isso depende da empresa por trás, não do valor cobrado. Tem VPN barata com auditoria independente publicada e criptografia forte, e tem VPN cara sem nenhuma das duas coisas.
Vale a pena pagar VPN de 2 anos?
Pra quem usa VPN o ano inteiro, o preço mensal cai bastante nesse formato. Pra quem precisa só numa viagem específica, um plano mensal ou trimestral resolve sem prender o cartão por dois anos.
Para resumir, estas são as VPNs mais baratas...
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