Melhores VPNs (Agosto 2026) e Quais Não Usar
Escolher VPN é mais chato do que deveria ser.
Uma libera todo catálogo de streaming e vaza seus dados. A outra protege bem e derruba sua internet pela metade. E existe um monte que não faz nem uma coisa nem outra, só cobra.
Nosso time passou meses testando. Medimos velocidade em servidor perto e longe, conferimos política de privacidade e auditoria de cada empresa, tentamos abrir Netflix, Globoplay, Disney+ e Max, baixamos arquivo pesado e jogamos partida online pra ver o ping.
Sobraram seis. Todas rápidas, todas com política de não guardar registro auditada por gente de fora, todas com servidor no Brasil.
Nossa escolha número um em Agosto 2026 é a NordVPN. Foi a que melhor equilibrou velocidade, segurança e desbloqueio de streaming nos nossos testes, e ainda tem preço que cabe no bolso.
Você testa sem risco: 30 dias de garantia. Não gostou, pede o dinheiro de volta pelo chat e pronto.
Resumo rápido: as melhores VPNs de Agosto 2026
Se você tem pressa, o resumo é esse:
- NordVPN: a melhor VPN no geral. Rápida, segura e a que mais desbloqueia streaming.
- Surfshark: dispositivos ilimitados na mesma conta pelo menor preço da lista.
- ExpressVPN: a mais simples de usar e a melhor pra quem viaja muito.
- CyberGhost VPN: perfeita pra quem nunca usou VPN e quer algo pronto.
- Private Internet Access (PIA): a escolha certa pra torrent e pra quem gosta de configurar tudo.
- Proton VPN: a mais privada de todas, com o melhor plano gratuito que existe.
Cada uma tem uma análise longa mais abaixo.
🥇 NordVPN — a melhor VPN em Agosto 2026
Classificado como nº 1 entre os melhores VPNs
A NordVPN ficou em primeiro sem depender de um único truque. Ela acerta em quase tudo, e no pouco que erra, erra por pouco.
O motor dela é o NordLynx, uma tecnologia própria feita em cima do WireGuard. O WireGuard é o sistema moderno que substituiu os antigos, pesados e cheios de código. A Nord pegou essa base, tapou o buraco que entregava informação do usuário e ficou com o melhor dos dois lados.
Na parte de segurança, o pacote é o mais recheado das seis. Tem criptografia forte, kill switch (aquele botão que corta sua internet na hora se o túnel cair) e servidores que rodam só na memória, sem disco rígido. Desligou, apagou tudo.
Acima disso vêm três recursos que quase ninguém oferece. O Double VPN passa seu tráfego por dois servidores em países diferentes. Os servidores disfarçados fazem sua conexão parecer navegação comum, o que resolve a vida de quem está em rede de empresa ou em país que bloqueia VPN. E o Onion Over VPN junta o túnel com a rede Tor sem instalar nada.
O Threat Protection Pro merece parágrafo separado. Ele bloqueia anúncio, rastreador e site perigoso, e ainda passa um pente-fino em arquivo baixado atrás de vírus. Nos nossos testes, ele limpou portais que costumam vir entupidos de publicidade.
A empresa fica no Panamá, país sem lei que obrigue guardar histórico de ninguém. A promessa de não guardar registro já passou por auditoria da Deloitte mais de uma vez.
Aqui vai uma ressalva que quase nenhum site brasileiro conta: a NordVPN guarda o horário da sua conexão por 15 minutos antes de apagar. Serve pra controlar quantos aparelhos estão logados na mesma conta. É pouco, e não registra o que você acessa. Mas não é zero.
Sobre o preço: o plano Simples sai por R$ 10,90/mês no pacote de 2 anos com 3 meses de brinde, cobrado R$ 294,30 de uma vez. O Total vai pra R$ 13,90/mês e inclui o Threat Protection completo, gerenciador de senhas e 1 TB na nuvem. O Total Max custa R$ 19,90/mês. No plano de 1 ano, o Simples fica em R$ 16,90/mês. Mês a mês, R$ 64,90.
Fique de olho numa coisa: a renovação depois da promoção é bem mais cara. Anote a data no celular.
São 9.000 servidores em 137 países, a segunda maior lista de nações do ranking. Tem servidor em São Paulo, o que faz diferença pra quem acessa banco, Serasa ou site de governo e não quer aparecer como se estivesse na Holanda.
Streaming é onde ela abre vantagem: 17 catálogos diferentes da Netflix. Funciona com Disney+, Prime Video, Max, Hulu e BBC iPlayer. Pra brasileiro morando fora, o servidor de São Paulo devolve o Globoplay e o catálogo nacional.
Torrent tem servidores separados que o próprio aplicativo escolhe pra você, e o download de arquivo grande corre sem tropeço.
Pra jogo, o Meshnet é a sacada: ele monta uma rede particular entre seus aparelhos, então dá pra criar servidor caseiro com os amigos ou acessar seu PC de longe sem mexer no roteador. Conectar num servidor do Japão não vai melhorar sua conexão com o jogo, e isso vale pra qualquer VPN.
Os aplicativos existem pra Windows, Mac, Linux, Android, iPhone, Android TV, Fire TV Stick e os navegadores mais usados. Dá pra instalar no roteador e proteger a casa inteira.
A instalação leva menos tempo do que ler esse parágrafo. Baixa, faz login, aperta o botão grande. Quem quiser mexer nas opções encontra tudo organizado.
O suporte responde por chat 24 horas em português. Nos nossos testes, veio resposta em menos de dois minutos. A garantia é de 30 dias, e o Android ainda tem teste grátis de 7 dias.
Se você quer uma VPN só, que assista, baixe, jogue e proteja o Wi-Fi do aeroporto sem te dar trabalho, é essa. Quem tem obsessão por privacidade vai preferir a Proton. Quem precisa cobrir a família inteira olha a próxima da lista.
🥈 Surfshark — a melhor VPN para vários dispositivos
Classificado como nº 2 entre os melhores VPNs
Quantos aparelhos conectados existem na sua casa agora?
Conte o seu celular, o notebook, o tablet, a TV da sala, o celular da sua mãe, o do seu irmão e o Fire Stick. Chegou fácil em sete, oito.
A Surfshark cobre todos eles com uma assinatura só. Sem limite. Sem aquela mensagem chata de "desconecte um aparelho pra entrar em outro".
Some isso ao menor preço da lista e você entende por que ela subiu tanto.
Barata não quer dizer capenga, e essa é a parte que surpreende. A lista de recursos dela é maior que a de serviços que custam três vezes mais.
O multi-hop deixa você escolher por qual país entra e por qual sai. Entra pela Alemanha, sai pelo Canadá. Quase toda concorrente que oferece isso obriga usar combinação pronta.
O IP rotativo troca seu endereço de tempos em tempos sem tirar você do país escolhido, o que atrapalha quem tenta te rastrear pelo seu jeito de navegar.
E tem a falsificação de GPS no Android, o recurso mais raro do pacote. Muito aplicativo ignora seu endereço de rede e lê direto o GPS do celular. A Surfshark alinha o GPS com a localização do servidor e fecha essa porta. NordVPN e ExpressVPN não têm isso.
O CleanWeb barra anúncio e rastreador. O Camouflage disfarça o tráfego pra passar em rede de escola e escritório. E o Bypasser separa quais aplicativos usam o túnel e quais seguem pela conexão normal, útil pra deixar o app do banco de fora.
A segurança usa criptografia forte com três protocolos à escolha, kill switch e troca constante das chaves de proteção. Isso último importa porque, se alguém descobrir a chave de hoje, ela não abre o que você fez semana passada.
A promessa de não guardar registro passou por auditoria da Deloitte, e os servidores rodam sem disco rígido.
Duas ressalvas honestas. A empresa fica na Holanda, país que participa de um acordo internacional de troca de informação entre governos. Pra maioria das pessoas isso não muda nada, com auditoria feita e servidor sem disco. Pra jornalista e ativista, pesa. A outra: falta proteção contra vazamento de IPv6, um tipo de conexão mais nova que algumas operadoras já usam.
São 4.500 servidores em 100 países, o menor parque da lista. Importa menos do que parece, porque a distribuição é bem feita e inclui Brasil.
Streaming funciona bem, com 10 catálogos da Netflix. Ela é a melhor das seis no Disney+ especificamente. Prime Video, Max e BBC iPlayer respondem. Quem coleciona catálogo vai sentir falta dos números de Nord e Express.
Torrent é liberado em toda a rede. Falta o recurso de abrir porta, que acelera a conexão direta com quem está compartilhando o arquivo. Quem leva download a sério vai preferir a PIA.
Pra jogo, o modo de localização rápida acha o melhor servidor sozinho, então você não perde tempo escolhendo. O detalhe chato: no celular, a conexão às vezes demora alguns segundos a mais pra fechar.
Os aplicativos cobrem Windows, Mac, Linux, Android, iPhone, Fire TV, Android TV e navegadores. Não existe mais o DNS inteligente, então TV antiga e videogame dependem de configuração no roteador.
Instalar é direto e a tela inicial é limpa. Existem mais ajustes que na ExpressVPN, mas nada que te faça travar. O suporte atende por chat 24 horas.
Agora a conta que interessa. O Starter sai por R$ 9,49/mês no plano de 24 meses com 3 de brinde, cobrado R$ 256,23. O Surfshark One custa R$ 10,99/mês e traz antivírus, aviso de vazamento de dados e busca privada. O One+ vai pra R$ 16,99/mês. No plano de 12 meses, o Starter fica em R$ 11,99/mês. Mês a mês, R$ 59,99.
Dividindo os R$ 9,49 por sete aparelhos, dá R$ 1,36 por aparelho. Nenhuma outra chega perto disso. São 30 dias de garantia e teste grátis de 7 dias no celular.
🥉 ExpressVPN — a mais fácil de usar e a melhor para viagem
Classificado como nº 3 entre os melhores VPNs
Em 2017, a polícia da Turquia levou um servidor da ExpressVPN durante uma investigação.
Levaram a máquina embora, abriram, vasculharam. Não acharam um único registro de usuário. Nada.
O motivo é que os servidores da empresa rodam só na memória, sem disco rígido. Cada reinício apaga o que estava ali. Poucas empresas conseguem provar a própria promessa desse jeito, e essa é a razão principal pra ExpressVPN estar nessa lista.
O trabalho pesado fica com o Lightway, protocolo criado do zero pela empresa pra conectar num piscar e se recuperar sozinho quando você sai do Wi-Fi e cai nos dados do celular. Quem viaja sente isso todo dia.
São 13.360 servidores em 113 países, com Brasil incluído. A cobertura pega regiões que as concorrentes ignoram, como boa parte da África, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático. Se seu destino é fora do óbvio, a chance de ter servidor perto é maior aqui.
Em streaming, ela é a campeã: 18 catálogos da Netflix, mais que qualquer outra das seis. Funciona com Disney+, Prime Video, Max, Hulu, BBC iPlayer, Sky, DAZN e as plataformas de esporte que costumam bloquear tudo.
O MediaStreamer é o trunfo escondido. É um DNS inteligente que libera catálogo em aparelho que não aceita instalar VPN, tipo PlayStation, Xbox, Apple TV e TV antiga. Ele não protege sua conexão, então serve só pra assistir.
A segurança tem criptografia pesada, kill switch (chamado ali de Network Lock) e proteção contra vazamento.
Um detalhe que a ExpressVPN saiu na frente: ela já usa criptografia preparada pra computadores quânticos. A lógica é a seguinte. Alguém pode capturar seu tráfego embaralhado hoje e guardar pra tentar abrir daqui a dez anos, quando essas máquinas existirem. Essa proteção fecha a janela antes dela abrir.
As extensões de navegador dela são as únicas do mercado que protegem de verdade. Todas as outras entregam só um atalho que muda sua localização aparente, sem embaralhar nada.
A empresa fica nas Ilhas Virgens Britânicas, fora dos acordos internacionais de troca de informação, e já passou por 23 auditorias independentes.
Duas ausências pesam: não existe multi-hop, e não tem falsificação de GPS no Android.
Torrent roda em toda a rede. O recurso de abrir porta só funciona configurando o roteador, e sem proteção no que passa por ali.
Pra jogo, o Lightway entra no ar quase na hora. Não tem servidor separado por jogo como no CyberGhost, mas a lista mostra a distância de cada lugar, o que já ajuda na escolha.
Os aplicativos cobrem Windows, Mac, Linux, Android, iPhone, Fire TV, Apple TV, Android TV, navegadores e roteador, com sistema próprio pronto pra instalar. No celular, leva menos de dois minutos.
A facilidade de uso é o maior argumento dela. A tela tem um botão. Você aperta. Acabou. Quem nunca configurou nada na vida usa sem ler manual.
Chegamos no ponto que muda a decisão de muita gente: a ExpressVPN cobra em dólar.
O plano Básico sai por USD$ 2,99/mês no pacote de 2 anos com 4 meses de brinde, cobrado USD$ 83,72 de uma vez, com renovação de USD$ 99,95 por ano. O Avançado custa USD$ 4,49/mês. O Express Pro vai pra USD$ 7,49/mês. No plano de 12 meses, o Básico fica em USD$ 4,99/mês. Mês a mês, USD$ 14,99.
Cobrança em dólar significa duas coisas na sua fatura: IOF em cima do valor e variação de câmbio a cada renovação. Dólar subiu, sua assinatura subiu junto. Leve isso em conta antes de comparar com as opções em real.
O suporte atende por chat 24 horas e resolve reembolso rápido, com 30 dias de garantia e teste de 3 dias no celular.
Vale o preço se você viaja muito, quer o maior número de catálogos de streaming ou simplesmente não quer pensar em configuração. Se o valor pesar, Surfshark e NordVPN entregam quase a mesma coisa por bem menos.
CyberGhost VPN — a melhor VPN para jogos
Classificado como nº 4 entre os melhores VPNs
Você abre o aplicativo de VPN pela primeira vez. Aparece uma lista com 100 países. E agora, qual deles?
Esse é o momento em que muita gente desiste. A CyberGhost foi a única que resolveu isso direito.
Ela separa os servidores pela finalidade, com nome e tudo. Quer assistir Netflix dos Estados Unidos? Tem um servidor escrito "Netflix US". Quer baixar arquivo? Tem a categoria de torrent. Quer jogar? Tem uma aba só de servidores de jogo.
Você clica no que quer fazer, não no país.
E ela deixa você testar antes de pagar. São 1, 3 ou 7 dias de teste grátis dependendo do aparelho, sem pedir cartão de crédito. Se não gostar, some e pronto, sem cobrança escondida.
Quem passar do teste tem 45 dias de garantia pra pedir o dinheiro de volta, o prazo mais longo do mercado.
São 12.000 servidores em 100 países, com Brasil na lista, o segundo maior parque do ranking.
Em compensação, ela é a que mais cobra pedágio da sua internet entre as seis. Perto, você nem nota. Num servidor europeu ou asiático, dá pra sentir, principalmente em conexão mais modesta.
A segurança tem criptografia forte, kill switch, proteção contra vazamento e bloqueio de site perigoso.
As Regras Inteligentes são a função que mais gostamos ali. Você programa a VPN pra ligar sozinha quando o aparelho entrar num Wi-Fi desconhecido, ou pra abrir um aplicativo específico já com o túnel ativo. Configura uma vez e esquece.
A privacidade tem um diferencial que dá pra tocar com a mão. A empresa fica na Romênia, país sem obrigação de guardar histórico. Acima da rede normal existem os servidores NoSpy, hospedados num prédio próprio da empresa, operados só por funcionários dela. Nenhuma empresa terceira encosta naquele equipamento.
A promessa de não guardar registro foi auditada pela Deloitte.
Streaming funciona por causa dos servidores marcados, com 10 catálogos da Netflix. Disney+, Prime Video, Hulu e DAZN respondem. Os servidores de BBC iPlayer e Max falham de vez em quando, o que irrita quando você senta pra assistir. O DNS inteligente dela é gratuito e o melhor da categoria, útil pra TV e videogame.
Torrent tem categoria própria, e nos nossos testes esses servidores puxaram arquivo melhor que os comuns.
Pra jogo, existem servidores dedicados que funcionam bem em conexão nacional e da América do Sul. Resolve pra quem joga em servidor brasileiro.
Os aplicativos cobrem Windows, Mac, Linux, Android, iPhone, Fire TV, Android TV e roteador, com extensões grátis pra Chrome e Firefox. Duas limitações: as extensões cobrem só quatro países, e as versões de celular e Mac têm menos ajustes que a de Windows. Chromebook fica de fora.
A CyberGhost não funciona na China nem nos Emirados Árabes. Viaja pra lá? Escolhe outra.
O suporte atende por chat 24 horas, inclusive em português.
Os valores: o plano de 2 anos + 2 meses sai por R$ 11,50/mês, cobrado R$ 299,00 de uma vez, com renovação anual de R$ 299,00. O plano de 6 meses custa R$ 36,70/mês. Mês a mês, R$ 71,85.
Ela não é a mais completa nem a mais afiada da lista. Mas é a que menos exige de você, e pra quem está começando isso vale mais que qualquer número de teste.
Private Internet Access — a melhor VPN para torrente
Classificado como nº 5 entre os melhores VPNs
Auditoria é boa. Tribunal é melhor.
Em mais de um processo nos Estados Unidos, a Justiça exigiu que a PIA entregasse os registros dos usuários dela. A empresa não entregou nada, porque não tinha nada. Um juiz aceitou a resposta depois de examinar o caso.
Nenhum concorrente tem essa prova no currículo.
São 18.651 servidores em 91 países, o maior número de máquinas da lista. A cobertura pega os 50 estados americanos, coisa que nenhuma outra oferece e que ajuda quem acompanha esporte com bloqueio regional. Brasil está incluído.
Torrent é onde ela domina. Todos os 18.651 servidores aceitam download compartilhado, sem categoria separada e sem restrição. E existe o recurso de abrir porta, que cria conexão direta com quem está enviando o arquivo e faz o download andar bem mais rápido. Poucas VPNs oferecem isso, e a maioria cobra à parte.
Junte esse recurso com a política testada em juízo e você tem a combinação mais forte pra download que existe hoje.
Na segurança, você escolhe o nível de proteção num menu simples: mais leve pra deixar a conexão solta ou mais pesado pra blindar tudo. Quase nenhuma concorrente dá esse controle. Tem kill switch ajustável, DNS próprio e multi-hop.
O MACE bloqueia anúncio, rastreador e site perigoso. Nos nossos testes, ele barrou mais de 90% da publicidade das páginas.
A PIA aceita IPv6 com proteção contra vazamento, enquanto a maioria simplesmente bloqueia esse tipo de conexão. Também deixa ajustar o tamanho dos pacotes de dados, o que melhora a estabilidade em rede ruim, tipo Wi-Fi lotado ou internet de sítio.
E dá pra comprar um endereço só seu por um sistema de fichas anônimas, sem que ele fique ligado à sua conta.
A privacidade tem um ponto de atenção: a empresa fica nos Estados Unidos, e muita gente torce o nariz por isso. O contra-argumento é forte. Não existe lei americana obrigando VPN a guardar registro, e os processos judiciais provaram na marra que ela não guarda mesmo.
Streaming é o ponto fraco, e é fraco de verdade. São apenas 6 catálogos da Netflix, o menor número junto com a Proton. Ela tem servidores de streaming em 8 países e resolve Netflix, Disney+ e Hulu, mas quem quer variedade vai se frustrar. O DNS inteligente e o aplicativo de Fire Stick funcionam de forma irregular.
Pra jogo, ela se comporta bem em servidor nacional, e a quantidade de máquinas ajuda a achar um que não esteja lotado.
Os aplicativos existem pra Windows, Mac, Linux, Android, iPhone, Fire TV, Android TV, roteador e três navegadores. O aplicativo de Mac demora mais de 3 segundos pra abrir, detalhe pequeno que incomoda no dia a dia.
Instalar é rápido. Usar, nem tanto pra quem está começando. A tela tem ajuste pra tudo, e aparece palavra técnica em vários cantos. Quem gosta de mexer vai amar exatamente por isso. Quem não gosta vai se perder.
O suporte atende por chat 24 horas.
Os preços: o plano de 3 anos + 3 meses sai por R$ 11,21/mês na promoção de 82%, com renovação de R$ 437,00 a cada 3 anos. O de 1 ano fica em R$ 17,60/mês, e renova por R$ 253,00. Mês a mês, R$ 63,29. São 30 dias de garantia, teste de 7 dias no celular e aparelhos ilimitados.
Baixa arquivo com frequência? É ela. Quer assistir série de outro país? Volte duas posições na lista.
Proton VPN — a melhor VPN gratuita e a mais privada
Classificado como nº 6 entre os melhores VPNs
A Proton VPN nasceu num lugar diferente das outras: no CERN, o laboratório europeu de física de partículas. O time que criou o Proton Mail, aquele serviço de e-mail protegido, é o mesmo que está por trás dela.
Isso aparece em tudo que ela faz.
O código dos aplicativos é aberto. Qualquer pessoa no mundo pode baixar, ler linha por linha e conferir se tem algo escondido ali. Nenhuma outra das seis faz isso com o pacote inteiro. E a promessa de não guardar registro foi conferida por auditoria independente seis anos seguidos.
A empresa fica na Suíça, um dos países com lei de privacidade mais dura do planeta.
O Secure Core é o destaque. Antes de sair pra internet, seu tráfego passa por um servidor em país seguro, dentro de um prédio controlado pela própria empresa. Quem monitorar a saída vai ver a conexão vindo da Suíça ou da Islândia, nunca do seu endereço real.
Ela também bloqueia vazamento de IPv6, o que a Surfshark, por exemplo, não faz.
São 20.000 servidores em 148 países, o maior alcance do ranking, com Brasil incluído.
Um ponto que precisa ser dito: a conexão da Proton já foi melhor. Ela perdeu fôlego nos últimos anos, principalmente em servidor próximo, e hoje não acompanha mais as primeiras da lista nesse quesito.
Chegamos na parte que interessa muita gente: o plano gratuito.
O Proton Free é o melhor serviço grátis de VPN que existe hoje, sem concorrente próximo. Ele não limita dados. Você usa o mês inteiro sem estourar cota nenhuma. A proteção é a mesma da versão paga, a política é a mesma e não tem anúncio.
Quase toda VPN gratuita do mercado te trava em 500 MB ou 10 GB por mês. Ou pior: vende seus dados pra bancar o serviço. A Proton banca o grátis com o dinheiro de quem paga.
As limitações são claras e você precisa conhecer antes de instalar. Você não escolhe o país, o sistema conecta no servidor livre mais próximo. Não abre streaming. Torrent fica bloqueado. E funciona em um aparelho por vez.
Pra proteger o Wi-Fi do aeroporto e navegar com privacidade, resolve muito bem. Pra assistir série de outro país, não serve.
Na versão paga, torrent é liberado e ela se sai muito bem nesse tipo de uso. Streaming continua sendo a maior fraqueza: mesmo pagando, são só 6 catálogos da Netflix.
Os aplicativos cobrem Windows, Mac, Linux, Android, iPhone, Android TV e roteador. A lista é menor que a das concorrentes, e usuário de Linux ganha aqui o melhor aplicativo do mercado, com tela gráfica de verdade em vez de linha de comando.
O uso é simples, com mapa mostrando os países e conexão em um clique.
O suporte tem uma falha real: não existe chat ao vivo 24 horas. O atendimento é por formulário e e-mail, o que significa esperar horas. Num domingo à noite com problema, isso incomoda de verdade.
Os valores: o Proton Free custa R$ 0,00, pra sempre. O VPN Plus sai por R$ 10,49/mês no plano de 2 anos, cobrado R$ 251,76, com renovação de R$ 293,88 por ano. O Proton Unlimited custa R$ 27,99/mês e traz e-mail protegido, calendário, nuvem e gerenciador de senhas do mesmo grupo. No plano de 1 ano, o Plus fica em R$ 13,99/mês. Mês a mês, R$ 34,99. Garantia de 30 dias.
Privacidade acima de tudo? Aqui. Quer só testar uma VPN gratuita decente sem entregar seus dados em troca? Também aqui, e é a única resposta honesta dessa lista. Agora, se seu plano é maratonar catálogo gringo, as três primeiras resolvem melhor.
Comparativo das melhores VPNs
| VPN | Servidores | Países | Aparelhos | Garantia | Sede |
|---|---|---|---|---|---|
| 9.000 | 137 | 10 | 30 dias | Panamá | |
| 4.500 | 100 | Ilimitados | 30 dias | Holanda | |
| 13.360 | 113 | 10 | 30 dias | Ilhas Virgens Britânicas | |
| 12.000 | 100 | 7 | 45 dias | Romênia | |
| 18.651 | 91 | Ilimitados | 30 dias | Estados Unidos | |
| 20.000 | 148 | 10 | 30 dias | Suíça |
Como nós testamos e escolhemos essas VPNs
Nosso time avaliou sete critérios, com pesos diferentes.
Privacidade foi o mais pesado. Política de não guardar registros, auditoria feita por empresa de fora, servidores que rodam só em memória e país de origem sem lei de retenção de dados. Promessa no site não vale nada sem alguém de fora conferindo.
Velocidade veio logo em seguida, medida em conexão perto e longe. Toda VPN tira um pouco da sua internet. A pergunta é quanto.
Depois entram segurança (criptografia, protocolos, kill switch), streaming (quantas regiões de catálogo o serviço libera de verdade), cobertura de servidores, facilidade de uso e compatibilidade com aparelhos.
Torrent, suporte e funções extras completaram a nota que demos pra cada serviço.
O que descartamos de cara: serviço sem auditoria pública, VPN gratuita que limita dados a poucos gigas por mês e empresa que não deixa claro quem é o dono.
Qual VPN escolher de acordo com o que você faz
Nenhuma VPN é a melhor em tudo. Escolha pelo que você realmente vai fazer.
Melhor VPN para streaming
NordVPN, com ExpressVPN logo atrás. A Nord libera 17 catálogos da Netflix e segura 4K sem travar. A Express libera 18 e ainda tem o MediaStreamer pra TV e videogame.
Fuja de PIA e Proton se streaming é seu motivo principal. Ambas param em 6 regiões.
Melhor VPN para Netflix
ExpressVPN pelo número puro de catálogos, NordVPN pela combinação de catálogos com conexão firme.
Um aviso: nenhuma VPN garante Netflix pra sempre. A plataforma bloqueia endereços o tempo todo e as empresas trocam servidores em resposta. Se um servidor parar de funcionar, troque de servidor antes de concluir que o serviço falhou.
Melhor VPN para assistir Globoplay fora do Brasil
Qualquer uma das seis com servidor em São Paulo resolve, mas NordVPN e ExpressVPN são as mais confiáveis nesse caminho. Conecte no servidor brasileiro, limpe os cookies do navegador e abra a plataforma.
Mesma lógica vale pra Globoplay, catálogo nacional da Netflix, Premiere e serviço de banco brasileiro.
Melhor VPN para torrent
Private Internet Access, sem discussão. Torrent liberado nos 18.651 servidores, encaminhamento de portas pra acelerar download e política de não guardar registros comprovada em tribunal.
NordVPN fica em segundo, com servidores de torrent separados no aplicativo.
Melhor VPN para jogos
NordVPN pelo Meshnet, que monta rede privada entre seus aparelhos e permite servidor caseiro com os amigos. CyberGhost pela aba de servidores separada só pra jogo.
Precisa entender uma coisa: VPN não diminui seu ping. Ela pode evitar ataque de sobrecarga e resolver bloqueio regional, mas conectar num servidor distante sempre vai atrasar um pouco sua resposta no jogo. Use servidor nacional ou da América do Sul.
Melhor VPN para PC e notebook
ExpressVPN pela simplicidade e PIA pra quem gosta de configurar. Windows, macOS e Linux estão cobertos pelas seis, e a Proton tem o aplicativo de Linux mais bem resolvido.
Melhor VPN para celular Android e iPhone
Surfshark, pela falsificação de GPS no Android. Aplicativo que lê sua localização pelo GPS ignora a VPN comum, e ela fecha essa brecha.
Pra iPhone, NordVPN e ExpressVPN oferecem os aplicativos mais rápidos e estáveis.
Melhor VPN para Smart TV, Fire Stick e TV Box
ExpressVPN pelo MediaStreamer, que libera catálogo em aparelho que não aceita instalar VPN. CyberGhost também tem DNS inteligente gratuito e funciona bem.
Se sua TV não aceita instalar aplicativo, a saída é configurar a VPN no roteador. Aí a casa inteira passa pelo túnel.
Melhor VPN barata
Surfshark, a R$ 9,49/mês com aparelhos ilimitados. Nenhuma outra chega perto dessa conta.
Proton VPN Plus a R$ 10,49/mês vem logo depois, e NordVPN Simples a R$ 10,90/mês entrega mais serviço por quase o mesmo valor.
Melhor VPN grátis
Proton VPN, com folga enorme. Dados ilimitados, mesma criptografia da versão paga, código aberto e nenhum anúncio.
Se alguma outra VPN gratuita prometer mais que isso, desconfie. Ela está ganhando dinheiro de algum jeito, e provavelmente é com você.
O que é uma VPN e como ela funciona
A explicação simples
Imagine que sua conexão com a internet é uma estrada aberta. Todo mundo enxerga seu carro, a placa e pra onde você está indo. Sua operadora vê. O dono do Wi-Fi vê. Os sites veem.
A VPN constrói um túnel fechado em cima dessa estrada. Seu carro entra num caminhão sem janela, viaja lá dentro e só sai numa saída diferente, em outra cidade.
Quem olha de fora enxerga o caminhão. Não enxerga você.
O que acontece com seus dados quando a VPN está ligada
O processo tem quatro passos, e todos levam milissegundos.
Você ativa a VPN e seu aparelho abre uma conexão criptografada com um servidor da empresa. Tudo que você manda pra internet sai embaralhado, virando um monte de caractere sem sentido pra quem interceptar. Esse conteúdo viaja até o servidor, que descriptografa e envia o pedido pro site de destino usando o endereço dele, não o seu.
O site responde pro servidor. O servidor embaralha de novo e devolve pra você.
Resultado: sua operadora enxerga que existe tráfego, mas não enxerga o conteúdo. O site enxerga um visitante vindo de outro país.
Termos que você vai ver por aí
Kill switch: interruptor de emergência. Se o túnel cair por qualquer motivo, ele corta sua internet na hora pra que nada saia sem proteção. Deixe sempre ligado.
No-logs: política de não guardar registro do que você faz. Só vale se alguma empresa de auditoria de fora tiver conferido.
WireGuard: protocolo moderno, rápido e com código pequeno o suficiente pra ser revisado inteiro. NordLynx e Lightway são versões próprias construídas em cima dessa ideia.
DNS: a agenda telefônica da internet, que transforma nome de site em endereço numérico. Se sua VPN vaza DNS, sua operadora continua vendo os sites que você acessa mesmo com o túnel ligado.
Servidor RAM-only: máquina que grava tudo em memória volátil, sem disco rígido. Desligou, apagou.
Multi-hop: seu tráfego passa por dois servidores em países diferentes antes de sair.
Para que serve uma VPN no dia a dia
Proteger sua conexão no Wi-Fi público
Rede aberta de café, aeroporto, hotel e shopping é o cenário mais fácil de ataque que existe. Alguém na mesma rede consegue interceptar tráfego sem criptografia com ferramenta gratuita.
Com a VPN ligada, essa pessoa captura apenas conteúdo embaralhado.
Impedir que a operadora veja o que você acessa
Sua operadora registra os sites que você abre. Esse dado tem valor comercial e, em alguns países, é entregue por obrigação legal.
O túnel esconde o conteúdo do que você faz.
Liberar catálogo de streaming de outros países
O catálogo da Netflix muda de país pra país por causa de contrato de licenciamento. Série que existe nos Estados Unidos pode não existir aqui, e vice-versa.
Conectando num servidor de outro país, você passa a ver o catálogo de lá. Vale pra Prime Video, Disney+, Max e BBC iPlayer.
Brasileiro morando fora usa o caminho contrário: servidor no Brasil pra recuperar Globoplay e o catálogo nacional.
Comprar passagem e assinatura mais barato
Companhia aérea, hotel e serviço por assinatura cobram valores diferentes dependendo do país de onde parte o acesso. Testar a mesma compra a partir de três ou quatro localidades às vezes revela diferença grande.
Não funciona sempre. Vale o teste, principalmente em passagem internacional.
Baixar arquivo com mais privacidade
Em rede de compartilhamento, seu endereço de rede fica visível pra todo mundo conectado no mesmo arquivo. A VPN troca esse endereço pelo do servidor.
Usar VPN não autoriza baixar conteúdo protegido por direito autoral. Isso segue ilegal com ou sem túnel.
Acessar rede da empresa e sites bloqueados
Muita empresa exige VPN pra liberar acesso remoto ao sistema interno. Rede de escola e escritório costuma bloquear serviço de streaming e rede social, e o túnel contorna esse tipo de filtro.
O que uma VPN não faz
Aqui mora a parte que quase nenhum site conta direito, e que separa expectativa realista de decepção.
VPN não te deixa anônimo. Ela esconde seu endereço de rede, mas cookie de navegador, login em conta e impressão digital do navegador continuam te identificando. Se você entra no Instagram com VPN ligada, o Instagram sabe exatamente quem você é.
VPN não substitui antivírus. Alguns serviços incluem bloqueador de site malicioso, e isso ajuda. Não é a mesma coisa que um antivírus vigiando arquivo em tempo real na sua máquina.
VPN não acelera sua internet. Ela adiciona um trecho no caminho, então sempre tira um pouco de velocidade. A única exceção é quando sua operadora reduz de propósito a velocidade de streaming ou download, situação em que o túnel esconde o tipo de tráfego e devolve a banda.
VPN não impede coleta de dados por serviço logado. Google, Meta e qualquer plataforma onde você tem conta continuam registrando seu comportamento normalmente.
VPN não garante acesso a tudo. Plataforma de streaming e alguns países investem pesado em detectar túnel. Os serviços do ranking se atualizam constantemente, mas nada é garantido pra sempre.
VPN é legal no Brasil?
O que diz o Marco Civil da Internet
Usar VPN no Brasil é totalmente legal. Não existe lei proibindo, restringindo ou exigindo autorização.
O Marco Civil da Internet, a Lei 12.965 de 2014, garante inviolabilidade e sigilo das comunicações pela rede e trata privacidade como direito do usuário. A LGPD, de 2018, reforça o controle da pessoa sobre os próprios dados.
Proteger sua conexão está alinhado com o espírito das duas leis, não em conflito com elas.
O que continua ilegal é o que já era ilegal antes: pirataria, fraude, invasão de sistema. O túnel não transforma crime em coisa permitida, apenas dificulta a identificação.
Usar VPN pode dar problema com a operadora?
Não. Nenhuma operadora brasileira proíbe VPN em contrato de internet residencial ou móvel.
Alguns serviços de banco e aplicativo financeiro bloqueiam login quando detectam conexão vindo de outro país, por regra antifraude. A solução é simples: conecte num servidor brasileiro ou desligue a VPN só na hora de usar o banco. A função de túnel dividido resolve isso automaticamente.
Onde o uso de VPN é proibido no mundo
China, Rússia, Irã, Coreia do Norte, Belarus, Turcomenistão, Emirados Árabes Unidos e Omã têm restrição, proibição ou exigência de licença.
Se sua viagem passa por algum desses lugares, pesquise a regra local e instale o aplicativo antes de embarcar. Depois de chegar, a loja de aplicativos pode estar bloqueada.
VPN grátis vale a pena?
Os riscos de uma VPN gratuita
Manter servidor em 100 países custa muito dinheiro. Quando o serviço é grátis e a empresa não tem plano pago sustentando a operação, alguém está pagando a conta. Normalmente é você, com seus dados.
Testes independentes já mostraram que perto de 90% das VPNs gratuitas vazam informação do usuário de algum jeito. Muitas injetam anúncio, vendem histórico de navegação pra empresas de publicidade ou usam sua conexão como saída pra tráfego de terceiros.
Existe algo pior que navegar sem VPN: navegar achando que está protegido quando não está.
Quando a versão grátis resolve
O plano gratuito da Proton VPN é a exceção que confirma a regra. Ele existe porque quem assina o plano pago banca a estrutura, então não precisa monetizar seus dados.
Serve pra proteger Wi-Fi público, navegar com privacidade e uso ocasional. Não serve pra streaming nem pra torrent.
Regra prática: aceite VPN gratuita apenas de empresa que tem plano pago sério, política auditada e código aberto. Fora disso, prefira ficar sem.
Quais VPNs evitar e não baixar
Essa é a parte que quase ninguém publica, e talvez seja a mais importante do artigo inteiro.
Existe um monte de aplicativo de VPN gratuito com milhões de download nas lojas oficiais que faz exatamente o contrário do que promete. Em vez de esconder sua navegação, ele coleta, empacota e revende.
O fato de estar na Play Store ou na App Store não garante nada. Aplicativo passa pela revisão da loja, fica lá dentro por anos e só depois alguém descobre o que ele andava fazendo.
Abaixo estão os casos com nome e sobrenome.
A "família" de VPNs que fingia ser concorrente
Em 2025, pesquisadores do Citizen Lab, da Universidade de Toronto, junto com a Universidade Estadual do Arizona, publicaram um estudo chamado Hidden Links. Eles pegaram vários aplicativos de VPN que se apresentam como empresas separadas e mostraram que muitos são a mesma coisa por baixo do capô.
Oito aplicativos apareceram com o código praticamente idêntico: Turbo VPN, Turbo VPN Lite, VPN Monster, VPN Proxy Master, VPN Proxy Master Lite, Snap VPN, Robot VPN e SuperNet VPN. Juntos, passam de 330 milhões de instalações.
O que os pesquisadores acharam dentro deles é pior que a ligação escondida. Todos coletavam a localização do usuário, usavam criptografia fraca e traziam a mesma senha fixa escrita no código, o que permite alguém interceptar e mexer no seu tráfego. Alguns ainda tinham truque pra escapar de análise automática de segurança.
Um segundo grupo, com XY VPN, 3X VPN e Melon VPN, apareceu no mesmo esquema, dividindo endereços de servidor e senhas fixas.
O estudo também apontou ligação dessas empresas com um grupo chinês de segurança que está em lista de sanções do governo americano.
SuperVPN e o vazamento de 360 milhões de registros
Em 2023, um pesquisador de segurança encontrou um banco de dados da SuperVPN aberto na internet, sem nem senha pra entrar.
Lá dentro havia mais de 360 milhões de registros, ocupando 133 gigabytes. Não era só e-mail e nome. Tinha endereço de rede real dos usuários, localização, modelo de aparelho, sistema operacional e ligação com os sites que essas pessoas visitaram.
Um serviço que promete não guardar histórico deixou vazar exatamente o histórico que jurava não guardar.
O aplicativo tinha mais de 100 milhões de downloads e aparecia com desenvolvedores diferentes em cada loja.
Hola VPN: você era o servidor
A Hola VPN ficou famosa por um modelo de negócio que a maioria dos usuários nunca entendeu.
Enquanto você usava o serviço de graça, sua conexão de internet virava saída pra tráfego de outras pessoas. Essa banda era revendida pela empresa irmã dela pra terceiros.
Traduzindo: alguém navegava usando o seu nome na internet, e você nem sabia.
Extensões de navegador: Urban VPN e Free Unlimited VPN
Extensão de VPN no Chrome parece inofensiva. É onde moram alguns dos piores casos.
A extensão gratuita Urban VPN Proxy foi flagrada por pesquisadores capturando tudo que os usuários digitavam em chatbots de inteligência artificial. O texto completo de cada pergunta era comprimido e enviado pros servidores da empresa. Estimam mais de 8 milhões de pessoas afetadas.
A Free Unlimited VPN foi removida da loja do Chrome em 2025 depois de anos roubando dados. Poucos meses depois, uma versão nova estava de volta, e pesquisadores descreveram essa segunda encarnação como mais avançada e mais difícil de detectar que a original.
O tamanho real do problema
Uma auditoria com os 100 aplicativos gratuitos de VPN mais baixados no Android achou vazamento de algum tipo de dado do usuário em quase 90% deles.
Metade dos aplicativos auditados tinha, dentro do próprio código, funções que mandavam informação direto pra terceiros, incluindo empresas de publicidade e análise de dados.
Um estudo de 2025 com 281 aplicativos gratuitos de Android encontrou tráfego passando sem criptografia nenhuma, configuração baixada da internet em texto aberto e pedido de permissão muito além do que uma VPN precisa. Outro levantamento achou aplicativos ainda carregando uma falha de segurança conhecida desde 2014 e corrigida no mesmo ano.
Como identificar uma VPN podre antes de instalar
Alguns sinais aparecem antes do download, e todos são visíveis na página do aplicativo:
- Não dá pra saber quem é o dono. Empresa séria mostra nome, país e endereço. Se você não acha isso em dois minutos, saia fora.
- Nunca passou por auditoria. Sem relatório público de uma empresa de fora, a promessa de não guardar registro é só texto bonito.
- Pede permissão demais. VPN não precisa acessar seus contatos, suas fotos, seu microfone nem a lista de aplicativos instalados.
- É grátis e ilimitada, sem plano pago nenhum. Servidor custa caro. Se ninguém paga a conta, a conta é você.
- Enche a tela de anúncio. Publicidade dentro de um aplicativo de privacidade é sinal de que existe rastreamento junto.
- Nome genérico com nota inflada. "VPN Grátis Rápida Ilimitada" com cinco estrelas e avaliações copiadas é padrão de aplicativo descartável, feito pra ser removido e voltar com outro nome.
- Política de privacidade curta ou traduzida no automático. Empresa que leva a sério escreve documento longo e específico.
Uma última coisa, e vale repetir: navegar sem VPN nenhuma é mais seguro do que navegar com uma dessas. Pelo menos você sabe que está exposto.
Como escolher a VPN certa pra você
Um checklist rápido pra usar em qualquer serviço, inclusive fora dessa lista:
- Política de não guardar registros auditada por empresa externa, com relatório público
- Criptografia AES de 256 bits ou ChaCha20, os padrões atuais
- Protocolo WireGuard ou OpenVPN disponível
- Kill switch funcionando em todos os aplicativos
- Proteção contra vazamento de DNS, IP e IPv6
- Servidores em pelo menos 50 países, com servidor no Brasil
- Pouca perda de velocidade comprovada em teste independente
- No mínimo 5 aparelhos simultâneos, de preferência ilimitados
- Aplicativo nativo pros aparelhos que você realmente usa
- Suporte por chat 24 horas, idealmente em português
- Garantia de reembolso de 30 dias ou mais
- Dono da empresa identificado publicamente
Se um serviço falha em três ou mais itens dessa lista, passe pro próximo.
Como instalar e configurar sua VPN em poucos minutos
No computador
Você baixa o instalador no site oficial, roda, faz login com a conta criada na compra e aperta conectar. Leva de 3 a 5 minutos.
Antes de sair usando, entre nas configurações e ligue o kill switch. Se ele vier desligado de fábrica, como acontece em alguns serviços, ative na mão. Vale conferir também se a inicialização automática está marcada, pra VPN subir junto com o sistema.
No celular
Baixe o aplicativo na Play Store ou na App Store, faça login e conecte. O sistema vai pedir autorização pra criar uma configuração de VPN, o que é normal.
No Android, ative a opção de bloquear conexões sem VPN nas configurações de rede do sistema. Ela funciona como um kill switch a nível de aparelho.
Na Smart TV e no roteador
TV com Android TV e Fire TV Stick aceitam instalar o aplicativo direto da loja. TV da Samsung, LG e console como PlayStation e Xbox não aceitam, e aí você tem dois caminhos.
O primeiro é o DNS inteligente, oferecido por ExpressVPN e CyberGhost, que libera catálogo sem criptografar nada. O segundo é configurar a VPN no roteador, protegendo tudo que se conecta na sua casa de uma vez, incluindo TV, console e aparelhos inteligentes.
A configuração no roteador é mais trabalhosa e depende do modelo. ExpressVPN oferece firmware próprio pra facilitar.
Erros comuns de quem usa VPN pela primeira vez
Deixar o kill switch desligado. Sua conexão cai por um segundo, o túnel some, seu endereço real aparece e você nem percebe. Ligue e esqueça.
Escolher servidor do outro lado do mundo sem motivo. Se você só quer proteger a navegação, use o servidor brasileiro ou o mais próximo. Distância custa velocidade.
Testar se está funcionando só olhando o aplicativo. Abra um site de teste de vazamento de DNS e confira se aparece o país do servidor, não o seu.
Esquecer da renovação automática. Quase todos os planos promocionais renovam por valor bem mais alto. Anote a data.
Achar que VPN resolve segurança sozinha. Ela cuida da conexão. Senha fraca, phishing e vírus continuam sendo problema seu.
Manter a VPN ligada no aplicativo do banco. Nem sempre dá ruim, mas quando dá, você toma bloqueio de segurança. Use túnel dividido.
Perguntas frequentes sobre VPN
Qual é a VPN mais rápida?
NordVPN, Private Internet Access e ExpressVPN brigam pelo topo, e a diferença entre elas é pequena o suficiente pra você não perceber no uso comum.
Sua velocidade final depende muito mais da sua internet, da distância até o servidor e do horário do que da marca escolhida.
VPN deixa a internet lenta?
Um pouco, sim. Toda VPN adiciona um trecho no caminho dos seus dados e gasta processamento pra criptografar.
Nas seis do ranking, essa perda é pequena. Numa internet boa, você não vai notar diferença assistindo série ou navegando.
Se a queda for muito maior que isso, troque de servidor ou mude o protocolo pra WireGuard.
Banco brasileiro bloqueia login com VPN ligada?
Pode acontecer. Nubank, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil usam sistema antifraude que estranha acesso vindo de outro país.
Duas soluções: conecte num servidor brasileiro antes de abrir o aplicativo, ou use o túnel dividido pra deixar o banco fora da VPN. Todas as seis oferecem esse recurso.
Dá pra pagar VPN com Pix ou boleto?
Depende do serviço e muda com o tempo. As empresas que cobram em real costumam aceitar cartão nacional, e algumas oferecem Pix ou boleto no fechamento da compra.
Todas as seis aceitam cartão de crédito internacional, PayPal e criptomoeda. A ExpressVPN cobra em dólar, então entra IOF na fatura.
Confira as formas de pagamento na hora do checkout, porque a lista muda por região.
A VPN funciona na Netflix mesmo?
Funciona, com uma ressalva importante. A Netflix bloqueia endereços de VPN o tempo todo, e as empresas trocam servidores em resposta. É um jogo de gato e rato que nunca termina.
ExpressVPN com 18 regiões e NordVPN com 17 são as mais consistentes. Se um servidor específico parar de abrir, tente outro da mesma cidade antes de desistir.
Preciso deixar a VPN ligada o tempo todo?
Não é obrigatório, mas é o mais seguro. Deixar ligada protege sua navegação inteira sem você precisar lembrar de nada.
Se quiser economizar bateria no celular ou usar aplicativo de banco sem dor de cabeça, configure o túnel dividido e escolha o que passa pelo túnel.
Quantos aparelhos posso usar na mesma assinatura?
Surfshark e PIA liberam aparelhos ilimitados. NordVPN, ExpressVPN e Proton VPN permitem 10 simultâneos. CyberGhost limita em 7.
Configurar a VPN no roteador contorna qualquer limite, porque o roteador conta como um único aparelho e protege tudo que se conecta nele.
VPN protege contra vírus?
Não do jeito que um antivírus protege. VPN cuida da sua conexão, não dos arquivos da sua máquina.
Vários serviços incluem bloqueador de site malicioso, como o Threat Protection da NordVPN, o MACE da PIA e o CleanWeb da Surfshark. Eles reduzem a chance de você cair numa página perigosa. Continue usando antivírus junto.
Como cancelar e pedir reembolso?
Entre no chat de suporte dentro do prazo de garantia, informe que quer o reembolso e peça o cancelamento. Não precisa justificar em detalhes.
O prazo é de 30 dias nas seis, com exceção da CyberGhost, que dá 45 dias. O dinheiro costuma voltar em até 7 dias úteis, dependendo da operadora do cartão.
Cancele também a renovação automática na área de conta, pra garantir.
Qual VPN tem servidor no Brasil?
Todas as seis do ranking têm servidor no Brasil, normalmente em São Paulo.
Isso importa pra três situações: acessar banco e serviço público sem levantar suspeita, assistir Globoplay e catálogo nacional morando fora, e navegar sem perder velocidade no dia a dia.
Conclusão: qual é a melhor VPN em Agosto 2026
Se você quer a resposta em uma linha: NordVPN.
Ela é rápida, segura, desbloqueia praticamente tudo, tem servidor no Brasil, aplicativo fácil e preço de R$ 10,90/mês no plano longo. Pra oito em cada dez pessoas, é a escolha certa e a conversa acaba aí.
Se sua casa tem muita gente e muito aparelho, Surfshark entrega aparelhos ilimitados por R$ 9,49/mês e resolve melhor que qualquer outra.
Se você viaja bastante e quer o maior catálogo de streaming com a instalação mais simples possível, ExpressVPN justifica o preço em dólar.
Se você nunca usou VPN e quer algo que funcione sem estudo, CyberGhost te dá servidor separado por finalidade e 45 dias pra testar.
Se torrent é seu uso principal, PIA tem encaminhamento de portas e histórico comprovado em tribunal.
E se privacidade absoluta é o que te move, ou se você quer testar uma VPN gratuita sem entregar seus dados, Proton VPN é a única resposta honesta.
Todas oferecem pelo menos 30 dias de garantia. Escolha uma, instale, use por duas semanas de verdade e veja se combina com o seu jeito de usar a internet.
Se não combinar, você pede o dinheiro de volta e testa outra.
Para resumir, estas são as melhores VPNs...
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